O site FFFFound!, para quem ainda não o conhece, é formado por uma rede fechada de pessoas que postam unicamente imagens para que os demais usuários possam adicioná-las como favoritas. Há apenas um requisito: a imagem precisa explodir seu olho, ser linda, curiosa, ou simplismente bizarra.
A partir destas escolhas aparentemente aleatórias, cria-se uma conexão entre pessoas e imagens por interesses estéticos. A brincadeira/vício é ir favoritando fotos para que o site possa sugerir imagens que você provavelmente gostará, mas que talvez nunca fosse se deparar na vida.
Todo esse compartilhamento de gostos se mostrou um excelente meio para acompanhar como nossas fotos (que lá foram parar) se movimentam neste espaço tão orgânico e extremamente democrático, através da “popularidade”.
Tivemos algumas surpresas, mas foi bom perceber que aquelas que eram realmente as que mais gostávamos foram as que tiveram melhor êxito.
Helen e eu selecionamos aqueles que achamos os melhores frames do filme Terra em Transe, escrito e dirigido pelo cineasta baiano Glauber Rocha entre os anos de 1966 e 1967 no Brasil, retratando o cenário político da América Latina pré-ditaduras. Uma amostra do fantástico cinema produzido no Brasil. E é bem provável que estes sejam os primeiros de uns tantos outros frames de filme por nós selecionados.
Começamos por Terra em transe porque este filme representa o verdadeiro descobrimento do Brasil no cinema. Alegórico, existencial e apocalíptico, põe a moral na balança e ela assim jaz:
Estou morrendo agora nesta hora estou morrendo neste tempo estou correndo meu sangue minhas lágrimas, ah Sara... todos vão dizer que sempre fui um louco, um romântico, uma anarquista, que sempre... Ah não sei Sara...
O título do post são algumas frases de Glauber acerca do filme.
Tuti, nossa cameo, eterno rosto intergaláctico da Rödel LA, aparece aqui com seu sweater Yew, da coleção Reality Is Forbidden, cansada e contemplativa no trem, em algum lugar do trecho Amsterdam-Berlim. E ao seu lado, o real cameo, tão verde quanto seu coração, do Zoológico de Berlim. Me contou ela que a trilha da viagem foi o caríssimo Vienna do Ultravox. E, dia 31 de janeiro a Tuti completa 10 mil dias de vida. Sigo com ela nos próximos 250 mil. Go with the flow, highlander!
Acabo de ouvir Bitter, o disco que o músico porto-alegrense Jupiter Apple concluiu em 2007, ao lado da nada-se-sabe-a-respeito Bibmo. Eu não sabia que sonoridade ia encontrar neste último álbum. Ele é um olho de mosca e mira muitos espaços. Abri meus sentidos e atentamente o escutei. Ele sempre domina ser outro dele mesmo, mesmo quando ninguém acredita neste domínio. O Jupiter é um bandeirante abrindo picadas em uma floresta densa e estrelada. É um lobo da estepe, como já cantou.
Neste sente-se o rock de 77, tão vigoroso e harmonioso, tão preenchido de tesão, bem como longas caminhadas pelo countryside à noite. Remete á Velvet e Bibmo poderia ser Nico, pois emerge do desconhecido com uma voz que seriam perfeitos lençóis de bom algodão rústico para o vocal pesado e alcólico de Jupiter repousar. Além disso, a voz da garota tem o poder vibracional da voz de Marc Bolan. Demais. A faixa dois traz ares do clássico Pink Flag do Wire sem deixar de ser muito Apple e a quinta, de nome Deep, se alonga por mais de 12 minutos para que se estabeleça um paralelismo entre realidade e vôo.
Este é um pseudo-review porque quero ouvir mais. Aqui estão as primeiras e puras impressões e ele é um dos meus admiráveis preferidos.
Jupiter Apple & Bibmo are more than fashionable. They are stylish!
2001: Uma Odisséia no Espaço já é influência consolidada, quase como se não houvesse muito a comentar.
No entanto, quando me deparei com stills do filme no sci-fi-o-rama, foi como se eu entedesse os porquês de tanto trazer este filme comigo. Bem, realmente não há muito mais a comentar, pois as imagens aqui estão e falam por si:
Estas imagens são de uma viagem espacial. A técnica para criar esta animação/efeito é mecânica (não digital) e se chama Slit-Scan Photography.
A viagem:
Estas imagens são da cena em que Frank Poole falha ao tentar trocar a AE35 Unit.
Nesta segunda-feira (22/12/2008) o site de tendêndicias/novidades around the globeCool Hunting noticiou a nossa nova coleção ASTRO, e apontou Helen como um dos mais promissores talentos do ano de 2008, o que nos deixou deveras felizes. Segue abaixo uma citação do texto e link.
Helen Rödel is positively masterful at knitwear. The crocheted dresses made under her signature Rödel Latin America line are carefully constructed by hand, with no help or finishes done by a sewing machine whatsoever. This obvious dedication to quality that is only surpassed by the design of the dresses themselves is what makes her one of the most promising underground designers in Brazil I've seen so far this year. Phuong-Cac Nguyen. http://www.coolhunting.com/archives/2008/12/rdel_latin_amer.php
Neste último sábado (20/12/2008) a edição de natal do programa de televisão Patrola, da afilidada gaúcha da Rede Globo, fez uma reportagem com a Helen. Como não tinhamos como gravar, decidi filmar a televisão mesmo para postar o vídeo aqui, é este abaixo.